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Alunos do SESI desenvolvem aplicativo para reduzir furtos de motos em cidades de SP (23/01/2020)

Sete estudantes do SESI de Boituva, com idade entre 12 e 16 anos, desenvolveram um aplicativo para celular que pode impedir o furto de motos na região metropolitana de Sorocaba.

O projeto permite que o usuário cadastrado estacione o veículo em pontos de parada e acione um mecanismo que trava as rodas, semelhante ao que ocorre em plataformas que alugam bicicletas e patinetes elétricos. O “Moto Lock” será apresentado na etapa nacional do Torneio SESI de Robótica FIRST Lego League (FLL), no início de março, em São Paulo.

O estudante Eduardo de Oliveira, de 16 anos, um dos idealizadores da tecnologia e integrante da equipe “Megasnakes”, explica que, com o aplicativo, é possível acompanhar a localização do veículo em tempo real, a um custo proporcional ao tempo de uso. Aponta ainda que a ideia é garantir mais segurança para quem trafega de moto. “Trata-se de um projeto barato e com alto grau de viabilidade, uma vez que o principal recurso necessário para aplicação do Moto Lock é a presença das vagas no ambiente público”, afirma o jovem, que faz questão de dividir os méritos com seus colegas Maria Eduarda de Araújo, Marina Freitas, Gabriela de Morais, Manuela de Souza, Vitória Antunes e André Bastiani.

O Moto Lock, na visão de Eduardo, pode ser um aliado do motociclista e inibir a ação de bandidos. No estado de São Paulo, quatro motos são roubadas por hora, segundo estudo do Núcleo de Pesquisa da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap). Em 2018, foram registrados 18.553 furtos e 17.167 roubos, de acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Mesmo sem estar totalmente finalizado, o projeto já despertou interesse de uma empresa de automação. O SESI, inclusive, já iniciou o processo para patentear a marca. O técnico Fábio Henrique e Silva Lima se diz orgulhoso e lembra que os jovens têm estimulado capacidades técnicas por meio da robótica. “Temos vários alunos dentro da unidade escolar que estão fazendo vestibulares, faculdade de engenharia, de tecnologia. A gente vê um diferencial muito grande nesses alunos que desenvolvem essa questão de pesquisa, de trabalho em equipe, que têm capacidade de planejamento e criatividade”, elogia.

No caso de Eduardo, a paixão pela robótica começou aos 11 anos. Aos 12, participou da primeira competição da FLL e, desde então, não parou mais. “Pude adquirir muitos conhecimentos e muitas experiências que vou levar para o resto da vida. A gente costuma dizer que a FLL não é um torneio de pessoas que apenas constroem robôs, mas um torneio de robôs que contribuem na construção de novas pessoas, por meio de soluções inovadoras”, completa o jovem.

Robótica em sala de aula
O Torneio de Robótica FIRST LEGO League reúne 100 equipes formadas por estudantes de 9 a 16 anos e promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. De 31 de janeiro a 16 de fevereiro, haverá as disputas regionais – a Megasnakes já participou dessas seletivas e conquistou a sétima posição entre 40 equipes. Os melhores times garantem vaga na etapa nacional, que ocorre entre 3 e 6 de março, em São Paulo.

O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens. Todo ano, a FLL traz uma temática diferente. Em 2020, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.

Para o supervisor técnico educacional do SESI São Paulo, Ivanei Nunes, a competição é um divisor de águas para os estudantes.

“Provocá-los com problemas do mundo real – e problemas complexos – ajuda no desenvolvimento daquilo que esses jovens vão encontrar no futuro, quando eles estiverem indo para o mercado de trabalho”, avalia Nunes.
Jalila Arabi

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